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Criticando.

 Obra: O vazio que habita em mim.

 Autor: Apollo Souza.

 Link: https://www.wattpad.com/story/91548009-o-vazio-que-habita-em-mim

Capítulo 8 – Um Grito de Socorro.

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Seria interessante uma melhor harmonia dentro do primeiro parágrafo, depois entre os dois primeiros parágrafos. Existe um vazio entre os dois. A personagem preocupada em esconder as marcas, de repente está no recreio. O que aconteceu nesse intervalo? Vai sozinho para escola? Como evitou o olhar da mãe?

 Às vezes, só de reorganizar as frases, já se consegue uma melhor harmonia.

Por exemplo:

Após as pancadas, permaneci fechado em meu quarto, sem querer jantar, nem fazer qualquer outra coisa. Álvaro certamente inventaria uma desculpa qualquer para evitar desconfianças, então deitei cedo e fingi dormir, sem realmente conseguir. Não só pelas dores no corpo, como também pela aflição pelo dia seguinte. Afinal, o mais difícil seria esconder as marcas de minha mãe e evitar possíveis perguntas.

 No segundo parágrafo, pode ser bom dar uma quebrada com ponto final. Deixar tudo em um único bloco pode deixar a leitura cansativa.

Exemplo: Durante o recreio, as crianças corriam e brincavam, enquanto eu estava afastado em silêncio, abraçado à única coisa que me restava: a solidão. Estava tão longe em pensamentos que me assustei quando senti um toque em meu braço, a me puxar de volta para realidade.

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Sempre tomar cuidado, iniciar diálogos com letra maiúscula. Após o travessão, em minúscula: perguntou a professora.

 Colocar vírgula na fala: Isso se chama estilo, professora!

 A frase “respondi fazendo birra” pode não ser a melhor opção. De repente: respondi nervoso. Ou algo como: respondi, desejando que ela me deixasse sozinho.

 Em – Não. Por que? Pontuar o Por quê?

 Na frase seguinte, corrigir o esta quieto por está.

 Às vezes, é possível cortar uma ou outra frase do diálogo.

Por exemplo:

– Mick… tira o casaco. – ela ordenou gentilmente. Senti o frio na barriga e protestei, quase a me afastar. – Mick. Eu quero ver uma coisa.

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Neste trecho, duas coisas:

É possível retirar a menina gritando pela tia, como por exemplo:

… com seus pais aqui resolva falar. – dizia ela, até ter sua fala cortada por uma menina a correr e gritar em nossa direção, apontando para o parquinho, onde uma criança caiu e se machucou. – Não saia daqui, Micelus….

 A segunda questão é: A menina gritando aqui está servindo como um quebra texto. Quebrou a conversa, ponto.

 Só que a professora diz: Não saia, volto para falar.

 Pela disposição do texto, depois eles se reuniram em uma roda. Ou seja, a professora não voltou para conversar com ele.

Existem alguns caminhos a se seguir para melhorar. Aqui, duas sugestões:

 1) A personagem afasta a professora: incomodado, falei que precisava ir ao banheiro e me retirei. Ou de forma mais agressiva: Não vou retirar o casaco! – respondi nervoso, cruzando os braços e me afastando. Ou ainda mais drástico: – Então chame meus pais. Direi a eles que mandou eu tirar a roupa. (Talvez não se enquadre ao perfil da personagem, mas apenas para dar ideia das possibilidades).

 2) A professora percebe a tensão de Micelus e prefere não pressionar. E então tem a ideia de reunir a turma e contar a história da barata. Como a história é em primeira pessoa, isso não vai estar escrito, mas evidenciado pela ação da professora.

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Alguma razão específica para usar baratas? Até as crianças concordam: Matam elas, são nojentas etc. Existindo uma razão para o uso de baratas, tudo bem. Do contrário, poderia mudar por outra coisa. Ela acabou de ter uma conversa com Micelus e, então, fala que uma barata disse algo. Pode até dar a entender que ela está comparando o coitado com uma barata, um inseto que ninguém gosta.

 Quando começa, a professora fala: Meus queridos, a tia hoje quer saber uma coisa.

Talvez a professora arrume a classe em uma roda e, ao invés desta frase direta, ela já começa a história: Hoje, um gatinho me contou uma coisa muito triste.

 Na parte do: por isso não pode se defender… – Talvez seja melhor tirar a pergunta sobre quem fez isso. Colocar de outra forma, por exemplo:

– A barata/gato/etc não pode se defender. Não só por ter sido espancada por alguém maior e mais forte. Mas por ter sido pelo baratão/gatão, seu próprio pai.

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Cuidado com a repetição da mesma palavra. Mesmo sendo o diálogo da professora, filho aparece 3 vezes no mesmo parágrafo. Usar sinônimos ou alterar a frase de forma a não ter de repetir, por exemplo:

… palmadinhas nos filhos…, nunca espancá-los, é errado. E se algum dia qualquer um de vocês passar por isso… … Então saibam que podem sempre me contar qualquer coisa que acontecer com vocês.

 Nesta última parte, é bom sempre deixar em harmonia. Ao ler que acabou a aula, já dá impressão que Micelus está para sair, não que está na cadeira.

Exemplo: Ao término da aula, permaneci sentado em minha cadeira com os braços cruzados e a cabeça baixa. Estava tomado pela coragem, mas não queria mais ninguém a escutar minhas palavras, então esperei cada um se despedir da tia Julia e sair da sala.

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Alguns erros escapam: No caso, mancha roxa.

 O foco aqui está na mancha/marca, e também nas emoções da personagem para falar do assunto. Como por exemplo: Com certa vergonha, levantei a roupa para revelar minha pele repleta por manchas roxas e marcas. As lágrimas já estavam presentes em meus olhos enquanto ela observava em silêncio.

 Cuidado com: envolver em seus braços num abraço… Tente reformular a frase, como por exemplo:

– Segredo de homens, como assim? – perguntou com ternura, me envolvendo em seus braços com força, como se dissesse…

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Talvez uma pequena reformulada melhore esse parágrafo, como por exemplo:

– Que tipo de coisas? – ela me olhava com preocupação, como se soubesse, e eu me senti humilhado, pois só conseguia colocar as lágrimas para fora, não aquelas palavras. Ao perceber como era doloroso demais para mim, ela afagou meu rosto com carinho. – Algumas coisas são difíceis de falar. Vou buscar material para gente desenhar, o que acha?

 Eles passaram um bom tempo ali. Talvez maiores detalhes vão aparecer no próximo capítulo, mas seria interessante ao menos pincelar um pouco na frase final.

Por exemplo:

Quando finalmente nos despedimos, eu sentia algum alívio por ter retirado aquele peso do meu interior. E assim que tia Julia pediu para entregar um bilhete para minha mãe, eu não pensei em nada. Simplesmente fiz. (Afinal, a criança poderia ter receio de levar o assunto para a mãe).

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Mais um post Criticando, ainda em fase experimental. Aceito sugestões e críticas. A intenção é de pontuar possíveis melhorias ou erros na obra.

Todas as opiniões são exclusivamente minhas, não significa que estou certa. Discussão também gera aprendizado, então sinta-se convidado a comentar.

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